Q65

O “gás  lift” é um método de elevação artificial que utiliza a energia de um gás pressurizado para elevar fluidos (óleo e água) até a superfície onde ficam as instalações
de produção. Existem dois tipos principais: o contínuo e o intermitente. A respeito desse método de elevação artificial, afirma-se que

(A) é aplicável em poços com alta razão gás-líquido (RGL), situação na qual os métodos que usam bombas têm baixa eficiência volumétrica.
(B) o gás, no tipo contínuo, é injetado continuamente a alta pressão na coluna de produção visando a aumentar a pressão no fundo do poço e, consequentemente, a vazão de produção.
(C) a instalação fechada (com válvula de pé), no tipo contínuo, pode ser utilizada para evitar que a o gás injetado empurre parte dos fluidos de volta para o reservatório de formação.
(D) o tipo intermitente visa a diminuir o gradiente médio de pressão, na coluna de produção, para garantir uma baixa pressão a montante da válvula “choke”.
(E) o tipo intermitente tem aplicações restritas a poços que possuem alta pressão de fundo e com baixo índice de produtividade (IP).

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Gabarito: A

(A) Correto. Métodos bombeados não trabalham bem com a presença de gás, o gás pode inclusive causar cavitação nas bombas. O gás lift se aplica bem nesses casos.

(B) Errado. O gás lift contínuo visa a diminuir a pressão de fundo, aumentando o ΔP entre o reservatório e o poço, levando ao aumento da produção.

(C) Errado. A válvula de pé, com a finalidade de evitar que os fluidos voltem para a formação, é utilizado no caso intermitente.

(D) Errado. Na elevação artificial em geral não faz sentido utilizar choke, uma vez que se estaria fornecendo energia no fundo e retirando energia no choke. Entretanto, se existir um choke, o método de elevação visará aumentar sua pressão a montante, e não como foi dito no item.

(E) Errado. Normalmente sua aplicabilidade se restringe a poços com baixa pressão de fundo (alto ou baixo IP) e poços com alta pressão de fundo e baixo IP

Referências: 

Fundamentos de Engenharia de Petróleo
Thomas

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Miguel RodriguesAloisio JuniorAndré Chalella Das Neves Recent comment authors
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Miguel Rodrigues
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Miguel Rodrigues

ola muito prazer eu sou estudante do curso de petróleos em Angola no complexo escolar girassol e estou no 12 ano, e estou com algumas dificuldades com conseguir material especifico de acordo com o meu tema que é analise quantitativa de gás lift em poços artificias lift se ambos poderem me ajudar a conseguir conteúdo agradeço, tenham uma semana ótima…
aguardo por sua ajuda

Miguel Rodrigues
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Miguel Rodrigues

ola muito prazer eu sou estudante do curso de petróleos em Angola no complexo escolar girassol e estou no 12 ano, e estou com algumas dificuldades com conseguir material especifico de acordo com o meu tema que é analise quantitativa de gás lift em poços artificias lift se ambos poderem me ajudar a conseguir conteúdo agradeço, tenham uma semana ótima…

Aloisio Junior
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Aloisio Junior

De acordo.

André Chalella Das Neves
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André Chalella Das Neves

Aloisio, obrigado por manter-se na discussão. Acho que eu estava subestimando o efeito da vazão na queda de pressão de fundo, a que me referi na resposta anterior com as palavras “a menos de uma perda viscosa.” De fato, essa queda é extremamente significativa, de tal maneira que é representada pela equação do IP, citada por você.

Creio que podemos encerrar dizendo que, na posta em produção do poço não surgente, ambos os efeitos aconteceriam, isto é, a diminuição da pressão de fundo e o aumento da pressão na cabeça. Concorda?

Assim, admito que a justificativa está correta, como você defendeu. Abraços!

Aloisio Junior
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Aloisio Junior

André, não precisa se desculpar, gostei muito das ilustrações e sua explicação foi bem convincente. Não consultei literatura a respeito, mas lendo seu texto compreendo seu questionamento; o gás atua na coluna, reduzindo a massa específica média, isso se reflete na elevação do nível do poço (se estamos aplicando um método de elevação, é conveniente pensar que o nível estático do poço está abaixo da superfície), quanto mais se gaseifica a coluna maior será a pressão disponível na cabeça devido ao menor gradiente.
Parabéns pela sua observação, na minha opinião você está correto.

André Chalella Das Neves
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André Chalella Das Neves

Aloisio, obrigado pela sua resposta. Consigo apreciar seu raciocínio, mas gostaria de entender onde está o erro no meu pensamento, que vou explicar a seguir. Entendo que um reservatório não surgente fornece pressão incapaz de vencer a coluna equivalente à altura do poço. Por favor, veja meu esquema grosseiro em http://imgur.com/pgWA4sq O gas lift, ao meu ver, entra como solução no sentido de diminuir a massa específica do fluido, diminuindo o gradiente de pressão para que esta seja capaz de vencer a coluna, provendo ainda na cabeça do poço pressão disponível para vencer demais tubulações a jusante (perdas viscosas). Olhe… Read more »

Aloisio Junior
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Aloisio Junior

André, a justificativa está correta, ao diminuir a massa específica média do fluído da coluna, a pressão exercida por esse no fundo do poço diminui, e isso aumenta o fluxo do reservatório para o poço, pelo princípio da conservação da massa esse fluído sairá na superfície, a pressão na cabeça subiria se o bean fosse restringido, o que não faria sentido, pois estaríamos anulando o efeito da diminuição do gradiente de pressão.

André Chalella Das Neves
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André Chalella Das Neves

Discordo da justificativa para a incorreção da letra B. Acho que, ao diminuir o gradiente de pressão entre o fundo e a cabeça do poço, o gas lift visa a aumentar a pressão na cabeça, e não a pressão no fundo.